“O que nos torna presos veio nos libertar” Isabella Moraes
Não há mais dor
Só pedaço de cor
Latente
Sob a pele esguia
Não há mais dor
Apenas lembrancinha
Miúda
Guardada longe no peito
Não há mais dor
Só copo vazio
Esquecido
Nas coisas que sobraram
Não há mais dor
Apenas moldura escura
Mofada
No canto da sala de estar
Não há mais dor
Somente dias sozinho
Vagarosos
Como teu ritmo de mudar
Não há mais dor
Mas desejo de tentar
Desconfiado
Tateando a vida que virá
Não há mais dor
Somente grito mudo
Escondido
Na gaveta que foi tua
Não há mais dor
Só desocupação
Inerte
Esperando o tempo virar
Recife, 23 de fevereiro de 2012.
Adriano Andrade
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